Impermeabilização: guia prático
Impermeabilização: guia prático
Impermeabilização: um guia prático para entender o processo e seus usos
O processo de impermeabilização consiste em transformar um material em resistente e impenetrável, de forma que seja impossível que água da chuva, fungos, resíduos e outros líquidos passem para o solo ou para dentro de uma propriedade. Esta etapa em uma construção é recomendada para ser realizada em fundações, em alvenarias externas (até 1,20m altura) e em áreas molhadas.
Existem dois principais sistemas de impermeabilização: a rígida e a flexível. A primeira consiste em utilizar produtos químicos para criar uma camada de proteção e é a melhor para subsolos e lugares baixos, onde não há risco de fissuras e de altas temperaturas. O segundo processo, por sua vez, consiste em materiais feitos de polímeros e similares, o que é ideal para os locais com rachaduras e fissuras, protegendo a estrutura como uma membrana.


Além disso, existem tipos de sistemas de impermeabilização, ou seja, produtos que servem para determinadas situações, de acordo com a necessidade e com as características técnicas da construção. São eles:
- hidrofugantes: produtos eficientes contra a água. São usados principalmente em estruturas de cerâmica, pedra, tijolos;
- argamassa polimérica: uma grande camada protetora, à base de polímeros, que funciona especialmente em piscinas, poços, caixas d’água e outras superfícies molhadas;
- emulsão acrílica: uma espécie de base acrílica líquida, feita na hora, especialmente criada para superfícies de difícil acesso, como lajes, marquises e grandes construções que serão afetadas pela chuva e pelo o vento;
- manta asfáltica: feita do mesmo material do asfalto, é uma proteção pré-fabricada, muito resistente às altas temperaturas. Geralmente é usada em lajes, jardineiras, varandas, piscinas e outros ambientes externos;
- calafetador: usado para vedação de juntas e locais que entrarão em contato com solventes e óleos;
- hidrorrepelente: produto utilizado em superfícies minerais para bloquear a entrada de água. Este produto aumenta a vida útil da superfície e é muito vantajoso em locais aparentes.


No entanto, o processo de impermeabilização não consiste apenas em bloquear a entrada de água e de outros fatores internos: ele necessita ser 100% funcional para que isso aconteça. Dessa forma, além dos produtos de vedação em si, é importante seguir a ordem de acontecimentos: um bom projeto (para evitar qualquer tipo de erro), qualidade dos materiais, mão de obra qualificada, fiscalização constante da obra, orientação aos usuários, memorial descritivo, planilhas e controle financeiro e de aplicação, facilidade logística para o transporte de materiais.


Assim como toda obra, a organização é o alicerce central para um bom funcionamento! A falta de planejamento ou um serviço mal feito, na construção, pode gerar problemas graves, como a necessidade de refazer instalações hidráulicas, estofamento de paredes, mudança no tamanho real, vazamentos, mofo, necessidade de refazer o processo, entre outros, o que pode levar a sérios prejuízos no fim das contas.
Embora na maioria dos projetos de impermeabilização haja a necessidade de que, depois de alguns anos, seja feita uma nova reforma, deve-se frisar que o tempo de vida útil da impermeabilização é muito alto, podendo demorar anos para que isso aconteça.
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